Expectativa de vida no Rio Grande do Sul supera 76 anos e idosos já representam mais de 20% da população
Nota técnica mostra envelhecimento acelerado da população gaúcha, queda da natalidade e mudanças no perfil de mortalidade no Estado.
15/07/2026
Por @clicdovale | contato@clicdovale.com.br
Em Notícias Gerais

A expectativa de vida ao nascer no Rio Grande do Sul chegou a 76,49 anos no triênio 2022-2024, segundo dados do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.
O levantamento também aponta que os gaúchos com 60 anos ou mais já representam 20,6% da população, superando pela primeira vez o percentual de jovens com menos de 15 anos, que corresponde a 17,7% dos habitantes.
Entre as mulheres, a expectativa de vida alcançou 79,63 anos, enquanto entre os homens foi de 73,30 anos, uma diferença de 6,33 anos.
Em 2024, a população estimada do Estado era de 11.229.915 habitantes.
Envelhecimento da população:
O estudo evidencia uma transformação demográfica significativa nas últimas décadas. Entre 2000 e 2024, a população gaúcha cresceu cerca de 9,4%, com um acréscimo aproximado de 960 mil moradores.
No mesmo período:
- a população com 60 anos ou mais aumentou em mais de 1,2 milhão de pessoas;
- o número de jovens com menos de 15 anos diminuiu em 676.327 pessoas;
- a taxa de crescimento vegetativo caiu de 10,6 para apenas 0,9 por mil habitantes.
Os números refletem a combinação entre o aumento da longevidade e a redução no número de nascimentos.
Doenças cardiovasculares lideram causas de morte:
Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou 101.480 óbitos.
As principais causas de morte foram:
- doenças do aparelho circulatório: 24,6%;
- neoplasias (câncer): 21,1%;
- doenças do aparelho respiratório: 12,1%;
- causas externas, como acidentes e violência: 8,1%.
Entre 2000 e 2024, a mortalidade por neoplasias aumentou de 127,4 para 190,6 óbitos por 100 mil habitantes.
As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte entre pessoas com 70 anos ou mais, enquanto os casos de câncer predominam na faixa entre 50 e 69 anos.
Já entre pessoas de 1 a 49 anos, as causas externas seguem como o principal motivo de óbito.

Covid perde impacto nas estatísticas:
As doenças infecciosas e parasitárias, grupo que inclui a Covid-19, ocuparam a sétima posição entre as causas de morte em 2024, com taxa de 42,5 óbitos por 100 mil habitantes.
O número representa uma queda expressiva em relação a 2021, quando esse grupo registrava 276,3 óbitos por 100 mil habitantes, durante o período mais crítico da pandemia.
Natalidade continua em queda:
A nota técnica também mostra a continuidade da redução dos nascimentos no Estado.
Entre 2000 e 2024:
- a taxa bruta de natalidade caiu de 17,2 para 10 nascimentos por mil habitantes;
- a taxa bruta de mortalidade aumentou de 6,6 para 9 óbitos por mil habitantes.
Outro dado que chamou atenção foi o aumento da probabilidade de morte antes de completar um ano de idade no triênio 2022-2024, em comparação ao período anterior. Entre os bebês, 54,1% dos óbitos tiveram como causa problemas relacionados ao período perinatal.
A publicação integra a Nota Técnica nº 132 do Departamento de Economia e Estatística e reúne indicadores sobre expectativa de vida, dinâmica populacional e mortalidade no Rio Grande do Sul, a partir de estatísticas vitais e estimativas demográficas.
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