Sem interessados, leilão dos pedágios do Vale do Taquari é cancelado

Nenhuma empresa apresentou proposta para assumir a concessão de 409 quilômetros de rodovias; governo gaúcho deverá reavaliar o projeto.

03/06/2026

Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Notícias Gerais

O leilão do Bloco 2 de rodovias do Rio Grande do Sul, que inclui importantes trechos localizados no Vale do Taquari, foi cancelado após não receber propostas de interessados dentro do prazo estabelecido pelo governo estadual.

Segundo a Secretaria da Reconstrução Gaúcha, nenhum grupo apresentou envelopes até o meio-dia desta quarta-feira (3), prazo final para participação na disputa. Com isso, a concorrência que estava marcada para o próximo dia 10 de junho, na B3, em São Paulo, não será realizada.

O projeto previa a concessão de um conjunto de rodovias estaduais com expectativa de cerca de R$ 6 bilhões em investimentos ao longo dos 30 anos de contrato. Diante da ausência de proponentes, o governo do Estado ainda não definiu uma nova data para o leilão e deverá reavaliar a modelagem da concessão.

Pela proposta atual, estavam previstos R$ 6 bilhões em investimentos, incluindo um aporte público de R$ 1,5 bilhão por meio do Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande), destinado a garantir a viabilidade do projeto.

O Bloco 2 reúne 409 quilômetros de rodovias localizadas nas regiões do Vale do Taquari e Norte do Estado, abrangendo trechos das ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324 e RSC-453.

Entre as obras previstas estavam 182 quilômetros de duplicações, 71,5 quilômetros de terceiras faixas e a implantação do sistema de pedágio eletrônico free flow.

O processo já havia enfrentado um adiamento anteriormente. Inicialmente previsto para março deste ano, o leilão foi suspenso após auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), que solicitou ajustes técnicos na modelagem da concessão.

Após as alterações, o governo reduziu a tarifa-teto por quilômetro de R$ 0,19 para R$ 0,18 e manteve o aporte público de R$ 1,5 bilhão. Mesmo com as mudanças, nenhuma empresa manifestou interesse em participar da disputa.

Além das questões técnicas, o projeto também enfrentou críticas de deputados estaduais e lideranças regionais, que defendiam a suspensão da licitação. Entre os principais pontos questionados estava a implantação da cobrança de pedágio por meio do sistema eletrônico free flow nas rodovias contempladas pela concessão.

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