Ministério da Saúde confirma terceira dose para reforço contra a Covid-19

Dose de reforço começa em setembro e terá foco em idosos e imunossuprimidos; entenda como funciona cada vacina.

25/08/2021

Por Clic Paverama | Contato@clicpaverama.com.br | Clic do Vale
Em Saúde e Bem-estar

Nesta quarta-feira, dia 25 de agosto, o Ministério da Saúde confirmou que a partir de setembro, começará a aplicar a terceira dose da vacina contra a Covid-19 para reforço contra a doença. Dose de reforço contra a Covid-19 terá foco em dois grupos: idosos e imunossuprimidos.

De acordo com a pasta, a vacinação deve iniciar do dia 15 de setembro. 

A dose de reforço é indicada para os idosos de 70 anos ou mais e que completaram o esquema vacinal há mais de seis meses.

No caso dos imunossuprimidos, eles devem esperar 28 dias após a segunda dose.

O Ministério ainda informou que a imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer, ou de maneira alternativa, com a vacina de vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca.

Segundo os cálculos da pasta divulgados nesta quarta (25), toda a população com mais de 18 anos já terá recebido pelo menos uma dose da vacina até a data, o que irá permitir a aplicação de uma terceira dose nesses primeiros grupos.

Conforme o portal G1, o ministério também disse que o intervalo entre as doses da Pfizer e da AstraZeneca será reduzido a partir de setembro: passará de 12 semanas para 8 semanas.

Em julho, a Anvisa autorizou estudos de terceira dose das vacinas AstraZeneca e Pfizer.

Na ocasião, a agência esclareceu que "ainda não havia estudos conclusivos sobre a necessidade" de mais uma aplicação dos imunizantes disponíveis no Brasil.

Sobre os estudos de terceira dose no país:

Pfizer: investiga os efeitos, a segurança e o benefício de uma dose de reforço da sua vacina, a Comirnaty. O imunizante extra será aplicado em pessoas que tomaram as duas doses completas há pelo menos seis meses.

AstraZeneca (nova versão): a farmacêutica desenvolveu uma nova versão da vacina que está em uso no país, buscando proteção contra a variante beta. Parte do ensaio clínico prevê que uma dose da nova versão da vacina (AZD2816) seja aplicada em pessoas que receberam as duas doses da versão atual da AstraZeneca (AZD1222).

AstraZeneca (usada no país): avalia a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de uma terceira dose da versão original da vacina da AstraZeneca (AZD1222) em participantes do estudo inicial que já haviam recebido as duas doses do imunizante, com um intervalo de quatro semanas entre as aplicações.

CoronaVac: o grupo será dividido em quatro: 25% vão receber como terceira dose a vacina da Pfizer, 25% da AstraZeneca, 25% da Janssen e 25% da CoronaVac. O objetivo é saber se a terceira dose vai aumentar o número de anticorpos. Os pesquisadores também vão avaliar a segurança dessa terceira dose, possíveis reações, como febre e dor, já que serão testadas vacinas diferentes em cada grupo.

 

Fonte: G1