Golpes online fazem mais vítimas e especialista reforça medidas de prevenção

Criminosos utilizam técnicas cada vez mais sofisticadas para enganar usuários. Especialista alerta para cuidados simples que podem evitar prejuízos financeiros e vazamento de dados.

15/06/2026

Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Notícias Gerais

Com o crescimento das transações digitais e da presença constante da internet na rotina das pessoas, os golpes virtuais seguem fazendo vítimas em todo o país. Links falsos, clonagem de WhatsApp, falsas centrais bancárias e mensagens fraudulentas estão entre as principais estratégias utilizadas por criminosos para obter informações pessoais e financeiras.

O avanço dessas fraudes tem sido impulsionado, principalmente, pela chamada engenharia social, técnica que utiliza manipulação psicológica para convencer vítimas a fornecer dados sigilosos ou realizar transferências financeiras.

Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram a dimensão do problema. Apenas o golpe da falsa venda registrou 174 mil ocorrências no primeiro semestre de 2025, um aumento de 314% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já os golpes relacionados à clonagem de WhatsApp somaram aproximadamente 153 mil reclamações em 2024.

Segundo Vivian Pedó, coordenadora do curso Técnico em Informática da Fundação Escola Técnica Fundatec, os criminosos passaram a utilizar ferramentas cada vez mais avançadas, incluindo recursos baseados em inteligência artificial.

“Depois da ascensão das inteligências artificiais, facilitaram os meios e os acessos às pessoas pelos chamados golpistas. Entre os principais golpes estão falso suporte bancário, phishing, clonagem de WhatsApp, fraudes em compras online e golpes por SMS ou aplicativos falsos”, explica.

Na maioria dos casos, as fraudes começam com mensagens que imitam comunicações oficiais de bancos, empresas, operadoras de telefonia ou órgãos públicos. Os criminosos utilizam logotipos, linguagem formal e senso de urgência para induzir a vítima a clicar em links, baixar arquivos ou compartilhar códigos de verificação.

Também são frequentes os golpes praticados por meio de perfis falsos em redes sociais e aplicativos de mensagens, muitas vezes utilizando fotos e informações reais encontradas na internet.

Mesmo com campanhas de conscientização, esse tipo de crime continua crescendo. Para Vivian, isso acontece porque os golpistas exploram momentos de distração, pressa ou confiança das pessoas.

“Os criminosos usam técnicas cada vez mais sofisticadas, como mensagens personalizadas, urgência para pressionar as vítimas e uso de sites muito parecidos com os originais”, destaca.

Entre os principais sinais de alerta estão mensagens com erros de português, pedidos de dados pessoais ou bancários, links suspeitos e solicitações urgentes de pagamento ou transferência de dinheiro. A especialista também orienta que códigos enviados por SMS ou aplicativos jamais sejam compartilhados.

“No caso da clonagem de WhatsApp, por exemplo, o golpe geralmente acontece quando a vítima informa o código de verificação recebido no celular. Sempre desligue, procure o contato oficial da empresa e faça você mesmo o retorno para confirmar a informação”, orienta.

Além de evitar clicar em links desconhecidos, especialistas recomendam ativar a autenticação em duas etapas, utilizar senhas fortes e manter aplicativos e sistemas sempre atualizados. Também é importante limitar a exposição de informações pessoais nas redes sociais, especialmente dados sobre rotina, localização e familiares.

Caso a pessoa perceba que caiu em um golpe, a recomendação é agir rapidamente: alterar senhas, comunicar o banco, bloquear contatos suspeitos e registrar boletim de ocorrência.

“É importante reunir o máximo de evidências possíveis e cortar o contato com o criminoso o mais rápido possível”, ressalta Vivian.

A especialista ainda alerta que idosos e pessoas com menor familiaridade com tecnologia costumam ser alvos preferenciais dos golpistas. Por isso, a orientação constante e o diálogo dentro das famílias são ferramentas fundamentais para prevenir novas vítimas.

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Fonte: Usina