Prefeita de Estrela é alvo de operação da PF por suspeita de crimes eleitorais

Mandados foram cumpridos no Vale do Taquari. Investigação apura possível compra de votos e uso de recursos não declarados nas eleições de 2024

24/04/2026

Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Polícia e Trânsito

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, dia 24, a Operação Ambitus Sidum, que investiga supostos crimes eleitorais nas eleições municipais de 2024. Entre os alvos está a prefeita de Estrela, Carine Schwingel.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Estrela e Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari. As diligências ocorreram em locais ligados à investigação, incluindo o Centro Administrativo Municipal, com ações no gabinete da prefeita e em uma sala no primeiro piso, além da residência da gestora, onde houve apreensão de telefone celular.

De acordo com a Polícia Federal, a apuração envolve indícios de corrupção eleitoral, falsidade ideológica e possível uso de recursos não declarados, o chamado caixa dois. A investigação teve origem em provas compartilhadas a partir de outra operação realizada em dezembro de 2024.

Entre as suspeitas estão a concessão de benefícios em troca de apoio político, como favorecimento em filas de exames, distribuição de materiais de construção e liberação de auxílios sociais. Também é investigada a possível nomeação em cargos públicos condicionada ao apoio eleitoral e à transferência de domicílio eleitoral.

Após a operação, a prefeita Carine Schwingel se manifestou e afirmou estar tranquila diante das investigações. Segundo ela, os fatos apurados dizem respeito ao período de campanha e não à atual gestão.

A gestora destacou que ainda não teve acesso integral ao processo, mas ressaltou que todas as contas de campanha foram analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Carine negou qualquer irregularidade, incluindo o uso de recursos não declarados, e afirmou confiar no trabalho das instituições.

Ao final, a prefeita disse considerar incomum o momento da operação, destacando que ela ocorre meses após o encerramento das eleições de 2024. Ela reforçou que permanece à disposição das autoridades e que deve prestar novos esclarecimentos após ter acesso completo ao inquérito.

Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Federal, e os investigados poderão responder por crimes previstos na legislação eleitoral.

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