Mudanças bruscas de temperatura aumentam riscos de amigdalite

Otorrinolaringologista orienta sobre prevenção das infecções na garganta.

19/11/2025

Por @ClicdoVale | contato@clicdovale.com.br
Em Saúde e Bem-estar

A amigdalite é uma infecção que atinge as amígdalas, estruturas localizadas no fundo da garganta e que fazem parte do sistema de defesa do organismo. Embora seja mais frequente nos períodos frios, também aparece nas mudanças climáticas típicas da primavera no Sul do Brasil. Nesta estação, a combinação entre calor, grande amplitude térmica, umidade elevada e forte polinização pode desequilibrar a microbiota oral e favorecer infecções.

Segundo o otorrinolaringologista Felipe Marques, da Hapvida, a doença pode ser causada por vírus, por bactérias ou pela associação de ambos. O especialista explica que o ressecamento da via aérea, associado à respiração pela boca, irrita a mucosa orofaríngea e facilita o desenvolvimento de quadros infecciosos.

O Ministério da Saúde reforça que a transmissão da amigdalite ocorre principalmente por gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou beijar. O contágio também pode acontecer pelo compartilhamento de objetos pessoais. Problemas como o refluxo gastroesofágico, caracterizado pelo retorno do líquido do estômago para a garganta, podem desencadear episódios da doença, já que as substâncias presentes no refluxo irritam a mucosa e alteram a acidez da região, favorecendo a proliferação de micro-organismos.

As amigdalites de origem viral costumam ser mais leves, com febre baixa, desconfortos nasais e ausência de placas brancas. Já as de origem bacteriana se manifestam com febre alta, presenças de pontos brancos ou amarelados nas amígdalas, ausência de sintomas nas vias aéreas superiores e ínguas na região submandibular.

Felipe Marques ressalta que, em casos de dificuldade para abrir a boca, febre alta persistente ou ausência de melhora após cinco dias, é fundamental buscar atendimento médico para descartar a formação de abscessos ou uma possível septicemia.

Para prevenir infecções e reduzir o número de crises, o especialista orienta manter a lavagem nasal em dia, garantir boa hidratação e controlar quadros alérgicos. Também recomenda evitar choques térmicos, cuidar da umidade do ambiente e manter os filtros do ar-condicionado sempre limpos, já que a falta de higienização aumenta o risco de infecções.

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